Desvios da verdade
Pedro foi papa e celibatário?
Sobre a Igreja Católica Apostólica Romana
1. RESUMO HISTÓRICO DO CATOLICISMO ROMANO
A Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) tem o ano 333 como a data da sua fundação.
Católica = Universal
Apostólica = Ligada aos apóstolos
Romana = Ligada a Roma – 2Pd.2.1-2
Com isto pretende afirmar que a religião que professa é o seguimento das doutrinas de Jesus Cristo. No entanto, o constante afastamento da verdade ao longo dos tempos não confirma a sua pretensão. A perseguição à Igreja após o Pentecostes e durante 3 séculos ajudou a manter a sua pureza, a sua verticalidade, e o seu crescimento foi notório em todo o mundo.
O Imperador Constantino, em 312-324, foi o responsável pelo fim das perseguições aos cristãos e ele próprio apoiou o cristianismo, fazendo dele a religião oficial do Império Romano. Ele também proclamou-se como o benfeitor do cristianismo, achando-se no direito de convocar um concílio em Nicéia para resolver alguns problemas doutrinários da Igreja.
1.A – PRINCIPAIS CAUSAS DO DESVIO DA VERDADE
- A declaração de oficializar uma doutrina e uma mensagem como religião oficial do estado.
- Ensino do batismo como porta de entrada para a igreja – agora oficial. João 1.12
- A entrada de muitos pagãos, com seus deuses, para o seio da comunidade.
- A necessidade de pertencer à igreja, como partido, para ter beneficências e cargos públicos.
- A dogmatização de doutrinas que nunca foram ensinadas pela igreja saída do Pentecostes.
1.B – ENSINOS E DOGMAS HERÉTICOS (mandamentos de homens – Mc7.7-9,13)
- Zeferino, bispo de Roma, começa um movimento herético contra a divindade de Cristo. (197)
- Origem da vida monástica no Egito, por António de Alexandria – separação do mundo. (270)
- Culto aos santos falecidos professado por Basílio de Cesareia e Gregório de Nazianzo. (ano 300)
- Ensino da necessidade de velas nos cultos e para alumiar as campas dos mortos. (ano 320)
- Orações pelos mortos e sinal da cruz feito no ar, ordenação de Paulino de Nola. (ano 400)
- Maria é proclamada a “Mãe de Deus”. (ano 431)
- Gregório – O Grande, estabelece o dogma do Purgatório. (ano 590)
- O latim passa a ser usado como língua oficial nas celebrações litúrgicas. (ano 600)
- O Imperador Focas dá ao bispo de Roma o direito de primazia sobre toda a cristandade. (609)
- O latim passa a ser a língua oficial da igreja – língua morta. (ano 670)
- A confissão auricular é introduzida na igreja por religiosos do Oriente. (ano 758)
- Culto às imagens por iniciativa da Imperatriz Irene, no Concílio de Niceia. (ano 767)
- Adoração da cruz e das relíquias dos santos. (ano 767)
- Introdução na igreja pelo Papa Constantino de todo o “cristão” beijar os pés do Papa. (ano 709)
- Criada a festa chamada “Assunção de Maria” no concílio de Mainz. (ano 803)
- Ordena-se o poder da água benta para abençoar. (ano 850)
- A canonização dos santos é estabelecida pelo Papa Adriano III. (ano 880)
- Ensino da necessidade de adoração a José, pai adotivo de Jesus. (ano 890)
- Estabelecimento do Dia de Finados, a festa aos mortos, por Odilon. (ano 998)
- Ordenação de peregrinações e romarias em favor dos “santos” e “padroeiros”. (ano 1000)
- “Ego te absolvo” é introduzido na confissão auricular como poder de perdoar pecados. (1000)
- O Papa Gregório VII proíbe o casamento dos sacerdotes, criando o celibato. (ano 1074)
- A Igreja é infalível – declara o papa. (ano 1076)
- Pedro – o Ermitão introduz o rosário na igreja. (ano 1090), sendo obrigatório a partir de 1200.
- Introdução do pagamento das missas a pedido. (ano 1100)
- Estabelecidos 7 sacramentos por Pedro Lombardo. (ano 1160)
- A transubstanciação é transformada em artigo de fé. (ano 1229)
- O Concílio de Toulouse estabelece a Inquisição. (ano 1229)
- O Concílio de Toulouse proíbe a leitura da Bíblia pelo povo. (ano 1229)
- A ICAR proclama-se como sendo a única verdadeira, e pela qual o homem pode encontrar a salvação. (ano 1303)
- A reza de “Ave Maria” é introduzida como oração pelo papa João XXII. (ano 1317)
- O Concílio de Constança define a comunhão com um só elemento, hóstia. O uso do cálice é restrito ao sacerdote. (1414)
- Conferida à Tradição autoridade igual à da Bíblia. (ano 1546)
- Estabelecida a canonicidade dos livros apócrifos. (ano 1563)
- Declara-se o dogma da imaculada conceição de Maria. (ano 1854)
- O Concílio Vaticano declara a infalibilidade do Papa. (ano 1870)
- O Papa Pio XII declara que Maria subiu ao Céu viva. (ano 1950)
- O papa Paulo VI declara Maria, “Mãe da Igreja”. (ano 1964)
- Em 1985, o papa declara Maria Co-Redentora da Salvação. As suas imagens são mais que as imagens de Cristo! E mais adoradas que a pessoa de Jesus Cristo.
2 – PEDRO É A PEDRA FUNDAMENTAL DA IGREJA (Heresia)
1Cor.3.11 e Ef.2.20 (1.22 -5.23) – Jesus é o Fundamento.
A ICAR considera o apóstolo Pedro como a pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou a sua Igreja. Fundamenta-se em Mateus 16.19: “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. Assim, a ICAR entende que:
A) Pedro é a rocha sobre a qual a igreja está edificada. Atos 4.11
B) Pedro tem o poder de abrir a porta do reino dos céus.
C) Pedro foi o primeiro bispo de Roma. (de 42-67). A carta aos Romanos foi escrita em 58 e não o menciona! Paulo esteve em Roma de 61-67 e escreveu aos Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon e não menciona Pedro!
D) A autoridade de Pedro foi confiada aos bispos e papas – seus sucessores, vigários de Cristo na Terra.
2.A – A INTERPRETAÇÃO ERRADA
Partindo deste raciocínio, o padre Miguel Maria Giambelli põe Mat.16.19 nos lábios de Jesus, da seguinte maneira: “Nesta minha Igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu a ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com a minha autoridade”.
Nota: O substantivo feminino “petra” designa, do grego, uma rocha grande e firme. O substantivo masculino “petros” é aplicado geralmente a pequenos blocos rochosos, móveis, bem como a pedras pequenas, tais como a pedra de arremesso. Pedro é “petros” – bloco rochoso e móvel – e não “petra” = rocha grande e firme. À luz das palavras do próprio apóstolo Pedro, Cristo é a “petra” = rocha grande e firme: “Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa” (1 Pedro 2.4). Todos os crentes são “petros” = blocos rochosos e móveis. “Vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (2 Pedro 2.5).
2.B – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE PEDRO
- Pedro era financeiramente pobre (Atos 3.6).
- Pedro era casado (Mateus 8.14,15).
- Pedro foi um homem humilde, não aceitou ser adorado pelo centurião Cornélio (Atos 10.25,26).
- Pedro foi um homem repreensível (Gálatas 2,11-14).
- Tiago era o superintendente em Jerusalém (Atos 15), e não Pedro (Atos 15.7). Se Pedro tivesse sido papa, a ordem das “colunas” seria: Gal.2.9) “Cefas, Tiago e João”, e não “Tiago, Cefas e João”.
2.C – PEDRO ERA UM SIMPLES SERVO DE JESUS E NÃO COMO O PAPA É:
- O papa é administrador das grandes fortunas da igreja.
- O papa é celibatário, isto é, não se casa, não obstante ensinar que o casamento é um sacramento.
- O papa aceita a adoração dos homens.
- O papa considera-se infalível nas suas decisões e decretos.
3 – O PAPA
Segundo o Concilio de Florença, o Pontífice de Roma é o sucessor de Pedro.
Neste concilio ficou determinado que o Papa seria considerado:
1 – O Príncipe dos apóstolos pois foi o principal pregador no Pentecostes ( At
2.14-2.37). e o primeiro a evangelizar os gentios (Cornélio)
2 – O Verdadeiro Vigário de Cristo na terra
3 – O Cabeça da Igreja
4 – O Pai e Mestre de todos os cristãos
5 – Nele é outorgado todo o poder de nutrir, dirigir e governar a igreja universal.
No entanto as Sagradas Escrituras não abonam estes princípios:
- Pedro não era o príncipe dos apóstolos. Jesus falou directamente com ele sobre o poder (Mt16.18-19) e depois com todos (Mt 18.18). A igreja deu ordens directamente a Pedro em Actos 8.14.(Ele não era o principal!). No concilio de Jerusalém após Pedro falar Tiago deu o veredicto. Atos 15.7-13. Em Gálatas 2.9 o Espírito Santo manda Paulo escrever que as colunas da Igreja eram Tiago, Cefas e João, não colocando na lista a Pedro em primeiro. Pedro foi na verdade o primeiro evangelista no que concerne aos gentios, mas por causa disso teve necessidade de explicar á Igreja em Jerusalém a sua atitude (Actos 11)e Jesus não o escolheu para apostolo dos gentios mas sim a Paulo (Actos 9.15 –Gal.2.8).
É interessante notar que a maioria das epistolas que contém a doutrina para a Igreja foram escritas por Paulo e não por Pedro(!) - O Vigário de Cristo na terra é o Espírito Santo. João 14.16 e nós embaixadores de Cristo (2Cor. 5.20) e suas
testemunhas (Luc. 24.48) - O cabeça da Igreja é Jesus. Ef.1.20-23 e 5.23
- Pedro nunca aceitou adoração de algum homem Pedro não era exemplo de garantia para o ministério. Jesus precisou de repreende-lo e de o exortar várias vezes. João 21.11-17. Lucas 22.31-34. Marcos 14.27-31
- CURIOSIDADES
1.Constantino construiu uma igreja de Salvador e os Papas passaram a ocupar um palácio oferecido por Fausta. No século XV demoliram a igreja de Salvador para dar lugar à Basílica de São Pedro. - 2.As igrejas que eram livres começaram a perder autonomia com o Papa Inocêncio I, ano 401 que dizendo-se “Governante das igrejas de Deus exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele.”
- 3.O Papa Leão I, ano 440, impôs respeito ás igrejas dizendo que “Resistir á sua autoridade seria ir para o
inferno” - 4. Apesar de se considerarem infaliveis” em 1640 erraram no julgamento de Galileu! – Doente e com 70
anos o sábio foi trazido de maca diante do papa Urbano VII para retractar-se de seus conhecimentos de
astronomia. Galileu, temendo a inquisição, retractou-se assinando que a terra “não gira em torno do sol”. Mais tarde perguntaram-lhe se havia assinado a retractação, Galileu disse: “Assinei, mas que gira, gira!” (Diálogos T.X. pág. 281). - 5. O Vaticano manifesta-se contra o divórcio mas mantém o Tribunal de Rota que anula casamentos de
casais ilustres por grandes somas de dinheiro - 6. Santo Afonso Leguori escreveu que a Igreja sanciona o roubo! Esse “Santo”, canonizado disse que “Se
alguém roubar pouco, principalmente se for pobre não comete pecado!” (Dabium Leguori, citado por
CHINIQUI, pág, 122).
4 – A INFALIBILIDADE DO PAPA
Foi no Concílio do Vaticano, em 1870, que foi determinada a infalibilidade do Papa. O texto, que teve uma grande oposição, foi o seguinte: “Ensinamos e definimos que é um dogma divinamente revelado, que o Pontífice Romano, quando fala ex-cathedra, isto é, quando está no desempenho do ofício de Pastor e Doutor de todos os cristãos, pela virtude da sua suprema autoridade apostólica, ele define uma doutrina referente à fé e moral que deve ser crida pela Igreja Universal, pela assistência divina que lhe foi prometida no bem-aventurado Pedro. É possuidor daquela infalibilidade para a qual o divino Redentor desejou que a sua Igreja fosse dotada para definir doutrinas referentes à fé e moral e que, portanto, tais definições do Pontífice Romano por si mesmas – e não por virtude do consentimento da Igreja – são inalteráveis.”
“Mas se alguém – que Deus não consinta! – se atrever a contradizer esta nossa definição: que seja anátema.”
Este decreto, antes de votado, foi contrariado por Strossmayer, bispo de Diakovar-Ucrânia, com uma declaração pública evidenciada com textos bíblicos, extremamente desagradável para a maioria dos presentes.
Como referência histórica, cita-se que a votação ficou prejudicada pelo último parágrafo, que definia a excomunhão daquele que não aceitasse o decreto. Votaram afirmativamente 533 bispos, contra 2, e ausentaram-se do concílio 106 bispos para não serem registados como opositores.
O que diz a Bíblia:
- Mateus 23.8-9: “Um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos.”
“Um só é o vosso Pai, que está nos céus.” - 1 Pedro 5.1-4: Pedro dá o exemplo de ausência de qualquer superioridade e poder sobre os outros. Ele considera o Senhor como o Sumo Pastor e ele como um presbítero juntamente com os seus irmãos.
- Romanos 3.23: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Erros da “infalibilidade”:
Se na verdade o papa era, como dizia: “O Verdadeiro Vigário de Cristo na terra”, “o Cabeça da Igreja” e “o Pai e Mestre de todos os cristãos”, também infalíveis, como foi possível cometerem tantos erros, tais como:
- Gregório I (590): Disse: “Qualquer um que assuma o título de Bispo Universal é um anticristo.”
- Bonifácio III (607): Exigiu que lhe fosse conferido o título de Bispo Universal.
- Adriano II (872): Declarou que os casamentos civis eram válidos perante a igreja.
- Pio VII (1800): Declarou que os casamentos civis eram inválidos.
- Eugénio IV (1431): Condenou Joana D’Arc a ser queimada viva, como feiticeira.
- Bento XV (1920): Declarou Joana D’Arc uma santa da igreja.
- Urbano VIII (1623): Mandou prender e torturar Galileu e condenou os seus ditos científicos.
- João Paulo II (1990): Reabilitou este cientista.
- Sisto V (1590): Recomendou a leitura da Palavra de Deus.
- Pio VII (1800): Condenou a leitura da Bíblia pelo povo.
- João Paulo II (1996): Considera a “evolução” de Charles Darwin compatível com a fé. Esta declaração pressupõe que o Génesis não é de inspiração divina e a doutrina da Criação de Deus afinal é um engano.
- Inocêncio III: Instituiu o “Santo Ofício”, que foi aperfeiçoado por Gregório IX. Através deste tribunal, milhões de pessoas foram consideradas hereges e, sem possibilidade de se defenderem, foram torturadas, queimadas, confiscados os seus bens e mortas.
- João Paulo II (2000): Pediu perdão aos judeus pelos erros do “passado”.
5 – O PODER DO PAPA
Quando a coroa tripla é colocada sobre a cabeça do novo papa, é declarado o seguinte: “Recebe a tiara adornada com três coroas e saiba que és o Pai dos príncipes e Reis, o Governador do Mundo, o vigário de Nosso Salvador Jesus Cristo.”
- O Papa Nicolau I (858-867) foi o primeiro a usar esta coroa!
- No passado, com esse poder, excomungaram e depuseram a Rainha Isabel de Inglaterra e o Imperador Henrique IV da Alemanha.
- Como “Governador do Mundo”, o papa aceita a posição que Satanás quis oferecer a Jesus e que Ele rejeitou. Mateus 4.8-10.
- O seu poder exigia submissão. Hoje ainda tal acontece.
- O Papa insiste em usar os nomes próprios e únicos de Deus: “SANTO PAI” e “SUA SANTIDADE”.
- Quando o papa é recebido como “Santo Pai”, carregado aos ombros e beijado nas mãos e pés, ele está a receber adoração humana que só a Jesus e a Deus é digna.
- A coroa tripla simboliza autoridade no céu, na terra e no inferno. Como rei na terra, tem poder de admitir almas no céu pela absolvição ou permitir os horrores do “purgatório” – qual inferno, para as almas que não aceitam a jurisdição da igreja.
Contrastes entre o papa e Jesus:
- O Papa usa, como símbolo de autoridade, uma coroa cheia de joias preciosas e valiosa.
Jesus Cristo, o Nosso Mestre, nunca usou qualquer coroa valiosa, a não ser aquela que era de espinhos e lhe colocaram na crucificação. - Nas cerimónias solenes, o papa é carregado numa cadeira portátil sobre os ombros de 12 homens.
Jesus Cristo, o Nosso Mestre, andou a pé. - O papa vive no luxo de um palácio carregado de ouro, sem quaisquer necessidades e servido por dezenas de “servos”.
Jesus Cristo, o Nosso Mestre, “não tinha onde reclinar a cabeça”. - Muitos papas, especialmente da Idade Média, foram extremamente imorais e corruptos.
Jesus Cristo, o Nosso Mestre, foi perfeito na moral, carácter e honestidade – era Santo..
Conclusão
A aceitação por parte de um homem que se diz PAPA, dos nomes e títulos que abaixo refiro, contrariam Deus e a Sua Palavra:
- Príncipe dos Apóstolos – ver Mateus 20.25-26
- O verdadeiro Vigário de Cristo na Terra – ver João 14.16-17
- O Cabeça da Igreja – ver Efésios 1.20-23
- Pai e Mestre de todos os cristãos – ver Mateus 23.8-9
- Infalível durante a ex-cathedra – ver Rom.3.23- Tiago 3.2
- Santo Padre= Santo Pai – Isaías 42.8
- Aceitação de adoração por parte dos seus súbitos – ver João 4.23-24
- Sumo-Pontífice (isto é: Construtor de ponte entre Deus e o homem) – ver João 14.6 e I Tim 2.5
Se Pedro morreu em Roma e por isso esta cidade passou a ser a capital do cristianismo, então Jerusalém tem mais razão para receber o titulo, porque nela se iniciou a Igreja, com o Pentecostes, nela Pedro e os demais apóstolos foram o fundamento e nesta cidade ocorreu a Morte vivificadora do Salvador do mundo – Jesus Cristo
O CELIBATO
No tempo do Papa Gregório VII, em 1074, foi proibido o casamento dos sacerdotes, criando-se assim o celibato dos ministros.
Durante mais de 1000 anos, a ICAR não impôs este dogma aos seus ordenados. Por que?
Na Idade Média, desenvolveu-se a ideia de que as obras do homem deviam ser divididas em Obras Naturais (isto é, as seculares) e Obras Espirituais. Assim, aqueles que queriam ter uma estatura espiritual superior deveriam participar em Obras puras, onde os afazeres seculares seriam secundários. Foi por isso que homens e mulheres foram divididos por mosteiros e conventos, tendo sido estruturado o sistema monástico como um sistema de aperfeiçoamento para a santidade.
Desta forma, o celibato tornou-se um estado espiritual superior ao casamento (!). O monasticismo é um sistema herético que arvora a justificação não pela fé, mas sim pelas obras de obediência a votos de sofrimento e de autêntica clausura para com o próximo. Existe uma incoerência quanto a esta decisão: no número dos 7 sacramentos instituídos pela ICAR, um deles é o Matrimônio. Um sacramento é uma coisa sagrada e que dá graça, logo os ensinadores (padres, freiras, bispos, papas) deviam dar o exemplo, até porque se consideram pessoas mais “santas”.
E por que o matrimônio – sendo, segundo a ICAR, um sacramento – é taxado? (Mat. 10.8) A ICAR explica que a decisão de obrigar os seus ministros ao celibato é dada pelo exemplo de Jesus e de Paulo.
O QUE DIZ A BÍBLIA
Segundo a Bíblia, o casamento é uma instituição criada por Deus para todo o ser humano – Gn. 2.24. Esta instituição tem a credencial de Jesus Cristo (Mc 10.6-9). Deus assevera que não é bom que o homem esteja só.
A Palavra de Deus exalta o matrimônio como digno de honra (Heb. 13.4). O Espírito Santo usa o casamento como o tipo do relacionamento mais sagrado de todos, a união da igreja com o Senhor (Ef. 5.23-33).
A Bíblia não fala especificamente sobre o celibato ordenado. Em certa altura, Paulo fala sobre aqueles que, tendo capacidade para realizarem a Obra Missionária, não se casam com o motivo de estarem completamente absorvidos na Obra, mas não diz que é um mandamento. Pelo contrário (1 Cor. 7.7-9).
– REFUTANDO COM A BÍBLIA O CELIBATO
Nas Escrituras, temos vários exemplos em que os líderes eram casados:
- Os Patriarcas Abraão, Isaque e Jacó casaram com Sara, Rebeca e Raquel e tiveram filhos.
- O Primeiro Ministro José era casado com Asenate (Gn 41.45), sendo seus filhos Efraim e Manassés.
- O líder Moisés era casado com Zipora e tinha filhos (Ex. 2.21, 22).
- Os Juízes eram casados: Gideão (Jz 8.30); Jeftá (Jz 11.34).
- Os reis Saul, Davi, Salomão e demais eram casados.
- Os sacerdotes casavam: Arão tinha filhos (Ex. 28.1); Eli tinha filhos (1 Sam. 2.12); João Batista é filho de um sacerdote – Zacarias (casado com Isabel) (Lc 1.5-13).
- Pedro e os demais apóstolos eram casados (Mat. 8.14; Mc 1.30; Lc 4.38; 1 Cor. 9.5).
Na carta a Timóteo, Paulo adverte sobre a problemática da proibição do casamento como contrário ao plano de Deus (1 Tim. 4.1-3; Tito 1.5), referindo-se a ela como “doutrina de demônios” (!).
O celibato tem provocado nos ministros ordenados pela ICAR o desvio da conduta heterossexual ensinada na Bíblia e tem alargado essa conduta ao homossexualismo entre os sacerdotes e à pedofilia.
(Marcial Maciel, hoje com 83 anos, respeitável líder da juventude católica e amigo do Papa João Paulo II, é o fundador do grupo “Legião de Cristo”, que angariou milhões de dólares para a Igreja, operando nos Estados Unidos e em dezenove países. A “Legião de Cristo” recruta meninos a partir dos dez anos de idade para deixarem as suas famílias e seguirem um curso para se tornarem padres. Esse tipo de recrutamento também é conhecido como NAMBLA (North American Man-Boy Love Association, Associação Norte-Americana do Amor Entre Homens e Meninos). Após várias investigações, foram conhecidos testemunhos de crianças que comprometeram vários sacerdotes como homossexuais e pedófilos.) (www.abcnews.com)
Nas qualificações dos anciãos e diáconos, dadas pelo Espírito a Paulo que as referiu em escrita, é perfeitamente explícita a necessidade do homem – ministro – ser casado (1 Tim. 3.2 e 12).
Cristo nunca foi um monge! Ele não se afastou do mundo nem ensinou os seus discípulos a fazê-lo (João 17.15; Mat. 28.19). Um cristão não é um recluso (Atos 1.8). Jesus Cristo não casou; Paulo não se sabe. Mas Jesus é ainda o noivo da noiva, que é a sua Igreja. A ICAR não pode intitular-se como Noivo da Igreja (!).
– EXEMPLOS DEGRADANTES DE CELIBATÁRIOS
O testemunho da história não favorece o catolicismo e muitos papas. A dificuldade de muitos padres em manter contenção sexual tem levado a cometer prostituição, destruição de lares e outras imoralidades. Vejamos alguns exemplos que a história nos apresenta:
Paulo III (1534-1549) teve muitos filhos ilegítimos; inimigo decidido dos protestantes, ofereceu a Carlos V um exército para dar-lhes combate.
Papa Sérgio III (904-911) tinha uma amante, Marózia. Ela, a sua mãe Teodora e a sua irmã puseram na “Cadeira de S. Pedro” os seus amantes e filhos bastardos, transformando o palácio pontifício numa “cova de salteadores”. Isto é conhecido na história como “PORNOCRACIA” ou “DOMÍNIO DAS MERETRIZES”.
João X (914-928), amante de Teodora, foi trazido de Ravena para Roma e feito papa. Foi morto asfixiado por Marózia, que, para sucedê-lo, elevou ao pontificado pessoal seu: Leão VI (928-929) e Estevão VII (929-931).
João XII (955-963), neto de Marózia, violou virgens e viúvas, da alta e da baixa classe; viveu com a amante de seu pai; fez do palácio papal um bordel e foi morto num ato de adultério pelo próprio marido da mulher enfurecido.
Bonifácio VII (984-985) assassinou o papa João XIV e “manteve-se no trono papal, manchado de sangue, por meio de pródiga distribuição de dinheiro roubado”.
Bento IX (1033-1045) era uma criança de 12 anos quando foi feito papa, mediante uma negociata com as famílias poderosas que governavam Roma. Ultrapassou João XII em iniquidade; cometeu assassinatos e adultérios à luz do dia; roubou peregrinos sobre os túmulos dos mártires; criminoso hediondo, o povo expulsou-o de Roma.
João XXIII (1410-1415), chamado por alguns o mais depravado criminoso que se sentou no trono papal, foi réu de quase todos os crimes; quando era cardeal, em Bolonha, duzentas jovens, freiras e senhoras casadas caíram vítimas de seus galanteios; como papa, violou freiras e donzelas, viveu em adultério com a mulher de seu irmão; foi réu de sodomia e outros vícios abomináveis; comprou o cargo pontifício; vendeu cardinalatos a filhos de famílias ricas; negou abertamente a vida futura.
Pio II (1458-1464) teve muitos filhos ilegítimos e referiu abertamente os métodos que usava para seduzir mulheres; animou jovens na satisfação dos seus próprios apetites.
Inocêncio VIII (1484-1492) teve 16 filhos de várias mulheres casadas; multiplicou os cargos eclesiásticos e vendeu-os por elevadas somas de dinheiro.
Alexandre VI (1492-1503), o mais corrupto dos papas da Renascença, foi licencioso, avarento e depravado; comprou seu pontificado; fez, por dinheiro, muitos novos cardeais; tinha uma quantidade de filhos ilegítimos, por ele reconhecidos abertamente, aos quais nomeou para elevadas funções eclesiásticas, quando ainda meninos, e que, em parceria com o pai, assassinaram cardeais e outros que se lhes opunham. Foram 11 anos de patifaria. Foi amante de sua própria filha, Lucrécia Bórgia. Também teve como amante a irmã de um cardeal que veio a ser o papa seguinte, Pio III, cujo marido ele apaziguava com presentes.
Leão X (1513-1521) era o papa quando Martinho Lutero começou a Reforma protestante; filho de Lourenço de Médicis; feito arcebispo aos 8 anos de idade; cardeal aos 13; nomeado para 27 diferentes cargos eclesiásticos, o que significava, para ele, vultuosa renda, antes dos 13 anos; foi ensinado a considerar os cargos eclesiásticos como simples fonte de renda; negociou o trono papal; vendeu honrarias eclesiásticas. Vendiam-se todos os cargos da Igreja, e muitos outros foram criados. Nomeou como cardeais crianças de 7 anos; manteve-se em infindáveis negociações com reis e príncipes, trapaceando, com vistas ao poder secular, em detrimento do bem-estar religioso da Igreja; manteve a corte mais sumptuosa e licenciosa da Europa; seus cardeais rivalizavam com reis e príncipes em deslumbrantes palácios e passatempos voluptuosos, servidos de enorme criadagem.
