Os Mormons – Igreja de Jesus Cristo dos santos dos últimos dias
Mórmons é a maneira pela qual são chamados popularmente os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Joseph Smith é considerado o fundador do mormonismo.
HISTÓRIA
Em 1820, Joseph Smith, afirmou ter visto Deus e seu filho, Jesus Cristo, e que estes ordenaram que ele deveria criar uma nova igreja, para resgatar os ensinamentos de Deus e Jesus que haviam se perdido com o passar do tempo. Joseph Smith afirmou ter sido visitado pelo anjo Morôni, que revelou a ele diversos textos em placas de ouro. Esses textos deveriam ser traduzidos para o inglês. Smith, usando pedras mágicas, traduziu os textos, que foram registrados em um livro por escribas, criando assim o Livro de Mórmon, publicado pela primeira vez em 1830, mesmo ano no qual a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi fundada. A nova religião passou a ganhar adeptos e, por defender a poligamia, passou a ser reprimida pelas autoridades estadunidenses.
Para fugir das perseguições e violências, Brighan Young, que sucedeu Smith como autoridade máxima dos mórmons, iniciou uma migração de mais de 2 mil quilômetros com um grupo de mórmons que terminou nas margens de um lago salgado, onde fundaram a cidade de Salt Lake City, atual capital do estado de Utah.
Mórmons é a maneira pela qual são chamados popularmente os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Joseph Smith é considerado o fundador do mormonismo.
Além da bíblia os mórmons têm como escrituras sagradas o Livro de Mórmon, a Pérola de Grande Valor e o livro Doutrina e Ensinamentos.
No início do mormonismo a poligamia era permitida para os seus membros; em 1890 a prática foi proibida.
Após a proibição da poligamia diversos grupos deixaram a Igreja de Jesus dos Santos do Últimos Dias e novas igrejas mórmons foram criadas. Atualmente elas são chamadas de fundamentalistas.
No século XIX, os mórmons foram perseguidos por autoridades e parte da população dos Estados Unidos, sofrendo diversas violências.
Joseph Smith, acusado de fraude bancária, foi preso e assassinado na prisão em 1844.
Após a morte de Smith muitos mórmons passaram a migrar para a região então não povoada dos Estados Unidos que se tornou o estado de Utah.
O primeiro grupo de migrantes de Salt Lake City foi liderado por Brighan Young.
QUEM SÃO OS MÓRMONS?
Os mórmons são os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e são chamados dessa forma por causa do nome de uma de suas escrituras sagradas, o Livro de Mórmon.
Na crença mórmon diversos grupos de hebreus teriam migrado do Velho Mundo para a América, dando origem a diversos profetas americanos. O primeiro desses grupos teria chegado à América há mais de 5 mil anos. Néfi, um dos principais profetas mórmons, chegou à América com um grupo de hebreus por volta do século VI a.C., após a queda de Jerusalém. Morôni, profeta que na forma de um anjo revelou o Livro de Mórmon para Smith, teria chegado à América por volta do século V d.C.
Na maior parte das religiões cristãs Jesus Cristo ressuscitou três dias depois de sua morte e ascendeu aos céus para viver ao lado de Deus pai. Para os mórmons, após a ressurreição, Jesus Cristo foi para a América, onde transmitiu diversos ensinamentos aos nefitas, povo descendente de Néfis. Apesar da crença mórmon, não existe nenhum registro histórico ou achado arqueológico que comprove que povos do Velho Mundo migraram para a América antes dos vikings no século XI e de Colombo em 1492.
Joseph Smith, com suas pedras mágicas, traduziu os registros das placas, e Martin Harris, seu amigo, foi o primeiro a registar suas palavras no que se tornou o Livro de Mórmon. Após uma pausa de anos, Smith voltou a ditar o Livro de Mórmon para outros escribas, entre eles a sua esposa. No início do século XIX, nos Estados Unidos, estavam em alta caças a tesouros e a crença de que existiam pedras mágicas, chamadas na época de pedras de vidente.
O Livro de Mórmon foi publicado por Joseph Smith em 26 de março de 1830. Em 6 de abril do mesmo ano foi realizado, na fazenda de David Whitmer, a primeira celebração dos mórmons. Ela contou com a presença de Joseph Smith e um grupo de aproximadamente 50 pessoas.
Em 1844, Joseph Smith anunciou que seria candidato à presidência dos Estados Unidos, e os atritos entre mórmons e antimórmons pioraram. No mesmo ano, acusados de fraude bancária, Joseph Smith e seu irmão, Hyrum Smith, foram presos. No dia 27 de junho um grupo com mais de uma centena de pessoas encapuzadas invadiu a prisão e assassinou a tiros os irmãos Smith.
Após a morte de Joseph Smith diversos líderes disputaram o poder na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e Brigham Young acabou tornando-se o líder do principal grupo. Em 1847, Young e diversos mórmons migraram para a região de Utah e se fixaram na beira de um lago de água salgada, que se futuramente foi nomeada Salt Lake City, atual capital de Utah.
De Utah, missionários mórmons passaram a partir para todo o mundo, convertendo pessoas em todos os continentes. Os primeiros missionários mórmons chegaram ao Brasil na primeira metade do século XX, convertendo grupos de brasileiros e criando templos por aqui. Segundo o censo do IBGE de 2010, 226 mil brasileiros se declararam mórmons naquele ano, mas a igreja afirma que todos os batizados são considerados mórmons e defende que existem aproximadamente 1,4 milhão de mórmons em nosso país.”
AS DIFERENÇAS DOUTRINÁRIAS
1. As escrituras mórmons ensinam que todas as várias denominações cristãs, particularmente os presbiterianos, batistas, e metodistas, são todas consideradas por Jesus Cristo como “erradas”. Quando o profeta mórmon Joseph Smith, Jr. tinha 14 anos, afirmou:
Foi-me respondido que não me unisse a qualquer igreja, pois estavam todas erradas; e o Personagem que se dirigia a mim disse que todos os seus credos eram uma abominação a sua vista; que aqueles religiosos eram todos corruptos; que ‘eles se aproximam de mim com os lábios, mas seu coração está longe de mim; ensinam como doutrina os mandamentos de homens, tendo aparência de religiosidade, mas negam o seu poder’ (Pérola de Grande Valor | JS-História 1:19 – grifo nosso, cf. 1:9). E disse-me ele: Eis que não há mais do que duas igrejas; uma é a igreja do Cordeiro de Deus e a outra, a igreja do diabo; portanto, quem não pertence à igreja do Cordeiro de Deus faz parte daquela grande igreja, que é a mãe de abominações; e ela é a prostituta de toda a Terra (O Livro de Mórmon | 1 Néfi 14:10).
2. As Escrituras, profetas e apóstolos mórmons ensinam que há mais de um deus que criou este mundo e que há muitos deuses que governam outros mundos, e que os mórmons dignos podem um dia se tornar deuses também. Embora os mórmons afirmem que só há um Deus, eles ainda acreditam que o Pai, Filho, e o Espírito Santo são deuses separados unidos em propósito em vez de um ser pessoal que têm a mesma eternidade.
Três personagens separados – o Pai, o Filho, e o Espírito Santo –formam a Divindade. Como cada uma destas pessoas é um Deus, é evidente, deste ponto de vista, que existe uma pluralidade de deuses.
A Biblia contrarria esta ideologia.
OS mórmons dizem que estes três são os únicos deuses que adoramos. Mas além deles há um número infinito de personagens santos, vindos de mundos sem número, que passaram para a exaltação e agora são deuses (Bruce R. McConkie, Doutrina mórmon, 576 – 7). “Como homem é Deus já foi; como Deus é, o homem poderá vir a ser” (Profeta Lorenzo Snow, A Vida de Lorenzo Snow por Thomas C. Romney, 46). “E ENTÃO o Senhor disse: Desçamos. E eles desceram no princípio; e eles, isto é, os Deuses, organizaram e formaram os céus e a Terra” (Pérola de Grande Valor | Abraão 4:1).
3. As escrituras, profetas e apóstolos mórmons ensinam que Deus Pai é um homem exaltado com carne e ossos.
A Palavra de Deus diz que Deus é Espirito.
Eles dizem: O próprio Deus já foi como somos agora, e é um homem exaltado, assentado nos céus!… Eu digo, que se pudessem vê-lo hoje, veríeis como em forma de homem – iguais as vós mesmos, na imagem e forma humana;… vou lhes dizer como Deus veio a ser Deus. Imaginamos e supusemos que Deus foi Deus por toda a eternidade. Refutarei esta idéia e tirarei o véu, de forma que possais ver (Smith, Ensinos do Profeta Joseph Smith, 345). “O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível quanto o homem” (Doutrinas e Convênios 130:22).
4. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que Deus Pai tem ao menos uma esposa pela qual todos nós nascemos literalmente como crianças espirituais antes de vir para esta terra. Alguns destes profetas e apóstolos até ensinaram que Jesus teve esposas e filhos.
Esta ideia é uma heresia.
Eles continuam a afirmar: Esta gloriosa verdade de nossa origem celestial, incluindo um Pai e uma Mãe, é anuciado por um dos maiores hinos dos Santos dos Últimos Dias. O Meu Pai por Eliza R. Snow, escrito em 1843 durante a vida do Profeta, inclui este ensino: Nos céus os pais são sós? Não; o pensamento fita a razão! A Verdade é a razão, a verdade eterna, me diz que eu tenho uma Mãe. Quando eu deixar esta frágil existência, quando eu deixar este ser mortal, Pai, Mãe, eu posso conhecê- los nos céus? (McConkie, Doutrina mórmon, 516-7). Mostramos claramente que Deus Pai teve uma pluralidade de esposas, uma ou mais na eternidade, por quem Ele gerou nossos espíritos, como também o espírito de Jesus, seu Primogênito, e outro ser na terra por quem Ele gerou o tabernáculo de Jesus, como seu Unigênito neste mundo. Nós também demonstramos claramente que o Filho seguiu o exemplo do Pai, e se tornou o grande Noivo a quem as filhas de reis e muitas Esposas honradas se casaram (Apóstolo Orson Pratt, O Vidente, 172). Quando nosso pai Adão entrou no jardim do Éden, entrou com um corpo celestial, e trouxe Eva, uma de suas esposas, com ele. Ele ajudou a fazer e organizar este mundo. Ele é MIGUEL, o Arcanjo, o ANCIÃO DE DIAS! sobre quem os santos varões escreveram e falaram – Ele é nosso PAI e nosso Deus, e o único Deus com quem NÓS temos que tratar (Profeta Brigham Young, Jornal de Discursos, vol. 1, 50).
5. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que Deus Pai teve um Pai de onde Ele veio, assim como Jesus veio Dele. Isto segue dos pontos precedentes.
Mais uma heresia.
E reafirmam: Como pode existir um filho sem um pai? E onde houve um pai sem ser primeiro um filho? Quando uma árvore ou qualquer outra coisa veio a existir sem um progenitor? E tudo veio deste modo… Como Jesus teve um Pai, não devemos acreditar que Deus também teve um Pai? Eu tenho certeza desta doutrina, pois a Bíblia a ensina. Eu quero que você preste atenção particular ao que eu estou dizendo. Jesus disse que o Pai agiu precisamente da mesma maneira como seu Pai tinha feito antes dEle. Como o Pai havia feito antes? Ele deixou sua vida, e a tomou como seu Pai tinha feito antes (Smith, Ensinos do Profeta Joseph Smith, 373).
6. Os profetas e apóstolos mórmons ensinam que há muitas coisas que Jesus não criou. Por exemplo, Ele não criou nossos espíritos, Lúcifer, nem mesmo criou o planeta em que nasceu como um espírito. A razão para isto é porque os mórmons acreditam que Jesus e Lúcifer são literalmente irmãos, e nós como humanos somos todos seus irmãos e irmãs mais jovens. Nós nascemos de pais divinos que fizeram a obra criando seu mundo (não todos os mundos) antes que chegássemos espiritualmente no céu.
A indicação de Jesus para ser o Salvador do mundo foi competido por um dos outros filhos de Deus. Ele foi chamado Lúcifer, o filho da manhã. Altivo, ambicioso, e cobiçoso de poder e glória, este espírito-irmão de Jesus tentou desesperadamente se tornar o Salvador do ser humano (Milton R. Hunter, O Evangelho através dos tempos, 15)..
UMA RESPOSTA CRISTÃ
Alguns mórmons podem alegar que algumas destas fontes não são das escrituras, e assim podem ser opiniões de homens sem autoridade. Mas a Bíblia diz que se os denominados profetas e apóstolos ensinam outros deuses que não seja o que Deus já revelou sobre Ele, devem ser considerados falsos (cf. Dt. 13:1-5, IICo. 11:3-4, 13-15, e Gl. 1:6-9). Que diferença faz se as fontes precedentes são julgadas pela Igreja mórmon como sendo das escrituras ou não? Se isto verdadeiramente é o que eles ensinaram, então parece bastante óbvio que estes indivíduos não estão ensinando o Deus da Bíblia e, portanto, não são cristãos (i.e., eles não estão seguindo o verdadeiro Cristo).
Os mórmons também alegam que a Bíblia está cheia de erros e que durante sua tradução muitas “claras e preciosas verdades” foram perdidas. Assim, os mórmons depositam totalmente sua fé em sua igreja, que diz no que devem crer ou não, tão logo eles recebam uma afirmação do que é chamado “ardor no peito”. Os cristãos, por outro lado, não encontram nenhuma razão para acreditar que certas verdades foram omitidas pela Escritura. Por que é que todos os vários manuscritos hebraico, aramaico e gregos, dos quais vêm todas as várias versões, são grandemente consistentes entre si? Onde está evidência que estes manuscritos foram alterados de maneira que apagassem as muitas “claras e preciosas verdades” encontradas hoje nas escrituras mórmons restauradas? Os cristãos não encontram nenhuma razão para duvidar das palavras do Senhor Jesus quando disse: “a Escritura não pode falhar” (Jo. 10:35), e “os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras, não hão de passar” (Mt. 24:35). É a palavra de Deus, não nosso “ardor no peito”, que é a luz para nossos caminhos (Sl. 119:105).
A interpretação cristã da Bíblia ensina que só houve um Ser (não um conjunto de deuses que formaram uma Divindade) que fez a obra de criação de todos os mundos no Universo (não algum subconjunto formal disto) (Is. 43:10, 44:6, 8, 24, 45:12, & 46:9).
É claro que as Escrituras mencionam outros “deuses”, mas eles são chamados de falsos deuses ou ídolos que não são por natureza deuses (Sl. 96:5, ICo. 8:1-6, Gl. 4:8 – alguns mórmons tentaram apoiar seu politeísmo nos ensinos dos Pais da Igreja e dos primitivos teólogos sobre a deificação humana. Mas na verdade todos eles acreditavam em um só Deus por natureza, e que os humanos nunca poderiam atingir as características de Deus como onipotência, eternidade, onipresença, etc. Por conseguinte, a deificação cristã não ensina que os humanos podem se tornar literalmente deuses. Em vez disto, ensina que os humanos são “deificados” no sentido que o Espírito Santo transforma os crentes cristãos na imagem de Deus, modelados perfeitamente na natureza humana de Cristo, dotando-os na ressurreição da imortalidade e o perfeito caráter moral de Deus.)
A Bíblia também ensina que Deus não é limitado a um corpo que Ele precisa para se tornar um Deus. Ele é muito grande para um corpo . IRe. 8:27 João 4:21-24). Ele é Deus imutável de eternidade a eternidade (Ml. 3:6 e Sl. 90:2). Por isto Deus tem uma natureza completamente diferente do homem. Ele não é um mero homem, nem um homem exaltado, pois Ele não é um homem (Os. 11:9).
A Bíblia também ensina que Jesus criou tudo o que foi criado desde o princípio dos céus e da terra (Jo. 1:1- 3, 14 e Cl. 1:15-18). Portanto, onde quer que humanos ou Lúcifer fossem feitos, todos foram feitos por Jesus. Por isto os cristãos não têm nenhum problema em orar a Jesus (cf. a oração de Estevão em At. 7:59). Jesus não só disse para que orássemos ao Pai, mas para Ele também (Jn. 14:14- o grego diz “Se me pedirdes qualquer coisa em meu nome, eu o farei”). Se Jesus está fisicamente presente ou não é irrelevante, pois Ele afirmou que sempre estaria conosco (Mt. 18:20 & 28:20). Ainda que Ele se tornou completamente homem,
Ele sempre foi completamente Deus e deve ser tratado como tal (Jo. 1:1 & 14, 5:18 & 23, Rm. 9:5, Fp. 2:5-10, Cl. 2:9, Ap. 1:8, 17-18, 22:6-20). Já que Jesus é o único Filho de Deus com a natureza de Deus (“unigênito” em grego significa “único do tipo” ou “gênero”), Ele é Deus Filho (Jo. 1:18).
Especificamente falando, Ele é a segunda pessoa de Deus. O Deus cristão é mais de uma pessoa; de fato Ele é três pessoas (Pai, Filho, e Espírito Santo) que não tem nada a ver com uma ligação siamesa (compare Is.44:24 com Gn. 1:26 – o ser de Deus criou sozinho com a pluralidade de pessoas que Seu Ser contêm).
Nunca houve um tempo quando uma das pessoas estava sem as outras. Todos são pessoas eternamente distintas e ao mesmo tempo eternamente inseparáveis assim como em propósito.
A salvação eterna depende de conhece Deus ou não. Jesus disse: “Por isso, eu vos disse que morrereis nos vossos pecados; porque, se não crerdes que EU SOU, morrereis nos vossos pecados” (Jo. 8:24).
