Virgindade: simbolo de benção?
A virgindade é preciosa e deve ser guardada até ao casamento, segundo a vontade de Deus
A aliança é uma das coisas mais importantes no relacionamento entre duas pessoas do sexo oposto. Não me refiro ao anel de ouro que nossos pais usam.
O anel é um símbolo desse pacto, mas a aliança em si é a decisão de que eu vou amar essa pessoa pelo resto da minha vida.
Nada, além da morte, pode quebrar uma aliança. Ela não pode ser desfeita. E a sua origem está na aliança que Deus fez e continua mantendo com o seu povo, de que Ele nunca nos deixará. Ele nunca nos abandonará (Hebreus 13:5). Ela é inquebrável. Uma aliança tão forte como aquela em que Deus entra é uma aliança com bênção. Hoje, os divórcios e as separações quebram as alianças, e é por essa razão que não há paz, amor e alegria nas pessoas.
A ALIANÇA FEITA COM SANGUE
Sabias que nas alianças que Deus fez com os homens houve derramamento de sangue?
1 – Deus fez uma aliança com Abraão, prometendo-lhe uma nação da sua descendência. A obediência à aliança incluía a circuncisão de todo menino.
2 – Na aliança que Deus fez com Moisés para a saída do povo de Israel do Egito, foi necessária a morte de um cordeiro para que, com o seu sangue, se marcasse o beiral das portas israelitas.
3 – Na aliança que Deus estabeleceu connosco, o sacrifício e o derramamento de sangue foram de Jesus, o que nos deu a certeza de que Deus nunca nos deixará, porque Ele deu o Seu único Filho para morrer por nós.
Pensando nisso, já pensaste no valor da virgindade e na sua importância na aliança do matrimónio?
Quando um rapaz e uma menina se guardam sexualmente até à noite de núpcias e têm a sua primeira relação sexual após o matrimónio, eles estão a selar uma aliança com Deus (a da obediência) e a aliança que fizeram um com o outro, não com sacrifício, mas com prazer, pois estão a obedecer à Palavra de Deus e a colocar em lugar de proeminência a instituição divina. Eles entendem o significado biblico de Hebreus 13.4 Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos fornicadores, e aos adúlteros, Deus os julgará.“
O MATRIMÓNIO COMO BENÇÃO
Gênesis 2:24 diz que homem e mulher tornam-se uma só carne quando se casam, ou seja, quando deixam pai e mãe e vão viver juntos. A prescrição divina para o casamento é de um só homem e uma só mulher unidos pelos laços do casamento. Não há como admitir a relação sexual, que é a maior intimidade entre um homem e uma mulher, sem que haja o mútuo compromisso, diante de Deus e dos homens, de consolidação da vida a dois.
A simples intenção de casar-se, mesmo ainda que seja noivo, não abre a possibilidade dos namorados iniciarem a prática sexual.
“Deixará o homem a seu pai e sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne.”
Este verso diz tudo. Aqui está a consumação do casamento. Só mediante o matrimónio, homem e mulher tornam-se uma só carne, e assim podem desfrutar das delícias do ato sexual.
(Nota: Quando alguém se relaciona fora do casamento, está-se unindo a essa pessoa com sendo UMA SÓ CARNE. Se não existe entre eles o vinculo do matrimónio, estão a prostituir-se e quem se prostitui é chamado de prostituto/a, estando sob a alçada de Hebreus 13.4; I Cor. 6.9; I Tess. 4.3-5)
Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, … homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. (Galatas 5.19-21)
Cânticos 4:12 diz: “Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada.” A linguagem deste versículo salienta que a jovem sulamita permaneceu virgem e sexualmente pura até casar-se. Manter a virgindade e a abstinência sexual é o padrão bíblico da pureza sexual para todos os jovens, do sexo masculino e feminino. Violar este padrão santo de Deus é profanar o espírito, o corpo e a consciência, e depreciar o valor do ato da consumação do casamento (Cânticos 2:7; 3:5).
O QUE DIZ A BIBLIA SOBRE O QUE É CORRETO
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.” (1 Coríntios 6:12,18). Deus não considera legítima a prática do sexo entre namorados.
Porquê? Paulo diz: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1 Coríntios 7:2). O apóstolo indica o leito conjugal como única forma de evitar-se o relacionamento ilegítimo, seja usado o termo fornicação, impureza ou prostituição. Ele fala que cada um deve ter o seu próprio marido ou mulher, não fala que deve ter o seu próprio namorado ou namorada! Ou seja: para que não se cometam impurezas sexuais, casem-se. Tudo o que se refere ao sexo antes do casamento é impureza, logo algo que o Deus PURO abomina.
Mais adiante (v.9), ele remata: “Se não podem conter-se, casem-se; porque é melhor casar do que ficar ardendo em desejos [abrasar-se].” Então, a única forma de dar curso aos desejos sexuais é no matrimónio: “Digno de honra entre todos seja o matrimónio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos [os que se dão à prostituição] e adúlteros Deus os julgará.” (Hebreus 13:4).
Logo, se os namorados não se sentem seguros na guarda da virgindade; se não há como conter os impulsos sexuais, melhor será que se casem. “Se não podem conter-se…” – Esta condição revela a obrigatoriedade da abstinência sexual antes do matrimónio. Com essas palavras, Paulo adverte os solteiros da necessidade de continuarem virgens. “Casem-se” – esta é a única forma de o crente satisfazer seus desejos sexuais.
Não se encontra na Bíblia nenhuma palavra que dê apoio a uma relação sexual fora do casamento. “Esta é a vontade de Deus para a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra; não no desejo da lascívia, como os gentios, que não conhecem a Deus.” (1 Tessalonicenses 4:3-5).
Paulo compara a prostituição à lascívia. A palavra grega “epithymia” é traduzida com o significado de “desejo incontrolado” (Lucas 22:15); “concupiscência” (Romanos 1:24; 7:8; 13:14; Gálatas 5:16,24; Efésios 4:22; 1 Pedro 4:3; 1 João 2:16,17), “inclinações da carne” (Efésios 2:3), “paixões carnais e mundanas” (Romanos 6:12; 2 Timóteo 2:22; 3:6; Tito 2:12; 3:3). E, “porneia” é traduzida como “prostituição”, “imoralidade”, e “relações sexuais ilícitas”. Logo, não cabe o argumento de que a prostituição se refere tão somente ao comércio do sexo.
O sexo livre, descomprometido, interessa ao diabo, que tenta por todos os meios invalidar o casamento instituído por Deus. “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2). O crente deve andar na contramão dos desobedientes. Tentar ajustar a Palavra aos nossos pecados é um sinal de rebeldia e falta de compromisso com Deus.
“Não imitareis os costumes do Egito, onde habitastes, nem os da terra de Canaã, para a qual vos conduzo, nem andareis segundo os seus estatutos. Praticareis os meus juízos, e guardareis os meus estatutos, para andares neles. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Levítico 18:3-4).
O crente deve ter autocontrole e abster-se de toda e qualquer prática sexual antes do casamento. Justificar a intimidade premarital em nome de Cristo, simplesmente com base num “compromisso” real ou imaginário, é transigir abertamente com os padrões santos de Deus. É igualar-se aos modos impuros do mundo e querer deste modo justificar a imoralidade.
Depois do casamento, a vida íntima deve limitar-se ao cônjuge. A Bíblia cita a temperança como um aspecto do fruto do Espírito, no crente, isto é, a conduta positiva e pura, contrastando com tudo que representa prazer sexual imoral como libidinagem, fornicação, adultério e impureza.
A nossa dedicação à vontade de Deus, pela fé, abre o caminho para recebermos a bênção do domínio próprio: temperança (Gálatas 5:22-24).
Conclusão
Existe bênção por trás de uma aliança verdadeira. Existe bênção por trás da virgindade. E ela deve ser considerada uma das coisas mais importantes na tua vida. Logo que a percas, jamais ela te será restituída fisicamente. Se a perderes na hora errada, mesmo que depois recebas o perdão de Deus, ela nunca mais poderá ser oferecida em aliança ao teu “amor” verdadeiro.
A tua virgindade é uma joia preciosa, por isso deve ser guardada e protegida como tal. Para ser entregue àquele(a) com quem unirás a tua vida em matrimónio.
Por Samuel Pereira
