O valor da reunião da igreja
Não deixeis a vossa congregação, como é costume de alguns… Heb 10.25
Uma das maiores bênçãos é reunirmo-nos com aqueles que tomam a Deus e a Sua Palavra a sério.
Nós somos um grupo de crentes salvos pela graça através da fé em Cristo e na Sua Obra consumada (Ef. 2:8-9) que nos reunimos no Nome do Senhor e procuramos seguir apenas as instruções dadas no Novo Testamento e na Biblia.
Nós acreditamos que a igreja é uma ideia de Deus.
Os crentes não se reúnem em congregações meramente por ser uma coisa desejável ou útil, mas porque o Senhor assim o ordenou (I Tess. 2:14).
O Senhor mencionou a igreja pela primeira vez quando declarou que Ele era o Seu construtor e que a estabeleceria num fundamento firme (Mat. 16:18).
Foi também Jesus quem mencionou pela primeira vez o ajuntamento local dos crentes (Mat. 18:17). Jesus chamou o lugr onde nos reunimos de “Casa de Oração”.
Nós nos reunimos simplesmente no Seu Nome, como aqueles que Lhe pertencemos, não reconhecendo qualquer nome que possa dividir o povo de Deus. Congregarmo-nos em Seu nome é reunirmo-nos debaixo da Sua autoridade, submetendo-nos ao Seu Senhorio, e seguir a Sua Palavra.
Na verdade somos imitadores das práticas dos primeiros cristãos. Assim eles o faziam conforme Atos 2.42-47
O Novo Testamento providencia um padrão de reunião?
Nós não temos direito de criar uma nova maneira de nos reunirmos assim como não podemos criar um novo meio de salvação.
“Logo no início do Novo Testamento é evidente que o Senhor Jesus estabeleceu uma instituição—a igreja local.’ A igreja local está no programa de Deus para hoje.
A indiferença para com a doutrina da igreja é grave pois revela indiferença para com o plano de Deus.”
Uma assembleia do Novo Testamento aceita a Bíblia como tendo autoridade e estando completa.
Nós acreditamos firmemente nas doutrinas históricas da igreja. No entanto, em vez de concordar com os credos, regras e constituições feitas pelos homens, nós consideramos a Palavra de Deus como sendo a única declaração infalível da fé e prática cristã (II Tim. 3:16).
Nós recorremos directamente às Escrituras num espírito humilde e gracioso (II Tim. 2:25) a fim de receber as bases para todo o ministério público ou privado.
Uma assembleia verdadeiramente bíblica é composta unicamente por crentes verdadeiros.
As pessoas que creram no evangelho e experimentaram o milagre do novo nascimento, sabem, que agora são “filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gal. 3:26). Nós não nos envergonhamos do evangelho (Rom. 1:16) e procuramos compartilhá-lo com os outros.
Os descrentes não podem participar nas actividades santas da igreja. Os crentes são exortados a não se unirem num jugo desigual com os descrentes (II Cor. 6:14-18).
Jesus Cristo é o centro do ajuntamento.
Embora a igreja local seja um ajuntamento de crentes com as mesmas ideias, nenhuma comunhão baseada em pessoas pode resultar. “A nossa comunhão” é com o Pai, e com o seu Filho Jesus Cristo” (I João 1:3).
Mateus 18:20 afirma: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
E muito fácil desviar a atenção de Cristo e aderir a um pregador, a um conjunto de doutrinas ou a uma forma de governo da igreja. Isto não significa seguir a Cristo, mas sim, seguir uma religião ou uma pessoa.
Nós desejamos reconhecer o Seu senhorio (Col. 1:18) na prática na assembleia. Ele merece isto, pois “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef. 5:25).
Que reuniões deve uma igreja realizar?
Todos os crentes, que tem um compromisso com Deus e gratidão pela nova filiação em Cristo, como familia de Deus tem o prazer de estar ocupados na glorificação da obra de Deus e realizar reuniões e cultos para edificação cristã e evangelismo de outros. Assim sigerimos que a igreja tenha em consideração o propósto do modelos apostólico em Atos 2.42
1 – Culto de edificação cristã (aprofundaneto biblico para crescer na fé – Rom.10.17
2 – Culto de batismos em odediência à ordenança de Cristo. Mateus 28.19
3 – Culto de Ceia do Senhor, uma ordenaça de Jesus com centralidade na adoração do seu nome. – I Cor. 11.24
4 – Culto de oração coletiva (Temos vários exemplos no N.T.) com louvor, adoração, petição, ação de graças.
5 – Culto de Estudo Biblico, (pode ser realizado por classes ou não: Adultos, jovens crianças), para estudo aprofundado de temas biblicos, como escatologia, pneumotologia, ecleseologia, entre outros com os mais atuais como os deveres de uma igreja num mundo cada vez mais em trevas….
6 – Reunião especifica para jovens, para tratamentos especificos da sua idade.
7 – Escola Dominical ou Escola Biblica, especialmente para crianças
8 – Convivios de confraternização onde a Palavra, o louvor e a comunhão é intensificada, etc
A Ceia do Senhor ocupa um lugar central.
Da mesma maneira que fizeram os primeiros cristãos, nós reunimo-nos no primeiro dia de cada semana para o “partir do pão” (Act. 2:42; 20:7). Sendo um encontro divinamente marcado nunca pode ser atirado para um segundo lugar, ou tratado como um assunto que se obedece ocasionalmente.
É um tempo para adorar o Senhor Jesus e para anunciar a Sua morte em nosso favor.
O propósito principal desta ocasião não é ministrar aos santos, como se faz nas outras reuniões, mas prestar um serviço de adoração e louvor a Jesus através da leitura apropriada das Escrituras, hinos de adoração e orações que expressem perante Ele a nossa gratidão.
O que significa o baptismo?
A palavra “baptismo” é derivada da palavra grega baptizo, a qual quer dizer submergir ou imergir. Todas as pessoas que se converteram no tempo do Novo Testamento foram baptizadas antes de ocuparem um lugar na igreja local (Act. 2:41; 8:12).
Cristo ordenou a prática do baptismo (Mat. 28:19). O mesmo modelo é hoje observado pelas assembleias que seguem as Escrituras.
O Espírito Santo representa Cristo na terra.
É evidente que não chega conhecermos as verdades bíblicas se não actuamos de acordo com elas. Muitos proclamam que as suas igrejas crêem na Bíblia, mas aceitam alguns desvios das escrituras Nós queremos ser uma igreja obediente à Bíblia com a assistência do Espírito de Deus que está em nós.
E de máxima importância que seja dado ao Espírito Santo o Seu lugar na assembleia local. O Seu poder é o único poder para a adoração, ministério, ou evangelismo.
É fácil destituí-Lo do Seu lugar substituindo-0 com meios humanos.
É o Espírito de Deus quem deve dirigir os santos nas suas reuniões (I Cor. 12 e 14).
O governo da Assembleia é da responsabilidade dos anciãos escolhidos pelo Espírito.
Em Actos 20:17-38, vemos que as expressões “anciãos” (vers. 17) e “bispos” (vers.28) são atribuídas aos mesmos indivíduos e que estas expressões são aplicadas àqueles que olham “por todo o rebanho” (vers. 28).
Por outras palavras, anciãos, bispos, e presbíteros são descritos como sendo os mesmos obreiros na igreja. Ancião enfatiza a sua maturidade; bispo enfatiza a sua responsabilidade; presbítero enfatiza o seu ministério—cuidar, guiar, alimentar o rebanho local.
Estes homens devem satisfazer as qualificações dadas em I Timóteo 3 e Tito 1. Convém orar pelos nossos anciãos, respeitá-los e obedecer-lhes (Heb. 13:7, 17).
Não há diferença de valor entre homens e mulheres, mas há distinção de funções.
A obra de Cristo desfez todas as distinções humanas de privilégios (Gal. 3:28). Todo o crente quer seja homem ou mulher, é um sacerdote de Deus (Hcb. 13:15).
Como acontece no lar, também é dado aos homens e às mulheres uma função distinta na igreja.
A ordem da igreja, à semelhança da ordem cronológica ou alfabética, não tem nada a ver com importância. Foi estabelecida por Deus, por isso “faça-se tudo decentemente e com ordem” (I Cor. 14:40).
Os homens devem vir preparados para actuar publicamente nas reuniões da igreja conforme o Espírito os guia, no ministério da palavra perante a assembleia (I Ped. 4:10-11) ou representando a assembleia perante Deus em oração e louvor. Isto deve ser feito com muito cuidado para que todos possam adicionar “o Amem” (I Cor. 14:16).
As mulheres tem a liberdade de falar com o Senhor tanto quanto desejarem, no entanto devem fazê-lo em silencio.
As mulheres têm livre acesso à adoração como os homens, mas não devem usurpar a autoridade dos homens na igreja (I Cor. 14:34; I Tim. 2:11-12).
Porque é que as mulheres cobrem a cabeça?
Somente a glória de Deus deve ser vista na assembleia dos santos. Para que isto assim seja, os homens devem manter as suas cabeças descobertas não tendo cabelo comprido e retirando qualquer cobertura da cabeça, porque o homem “é a imagem e glória dc Deus” (I Cor. 11:7).
Qualquer cobertura na cabeça do homem esconde a glória de Deus. No entanto, para as mulheres a cobertura é uma responsabilidade.
Há duas glórias na igreja que devem ser cobertas.
“A mulher é a glória do varão” (I Cor. 11:7). E “ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso (glória)” (I Cor. 11:15). Há duas glórias simbólicas a serem cobertas, e por isso é necessário que haja duas coberturas. A primeira cobertura (Grego—peribolaion) é o cabelo comprido da mulher (vers. 15b) para esconder a glória do homem (que é a própria mulher). A segunda cobertura (Grego—katakalupto) é para esconder a sua própria glória—que é o seu próprio cabelo. Desta maneira a autoridade de Deus é demonstrada na igreja.
Os homens são desta maneira lembrados que no seu ministério, a sua glória está escondida.
Também os anjos são por isto instruídos (I Cor. 11:10).
Deve haver registo de membros?
Toda a assembleia fica feliz por receber todos aqueles que:
1) Confessam a Jesus Cristo como Salvador pessoal e Senhor;
2) Têm uma vida cristã consistente e um bom testemunho.
Ser recebido nesta comunhão significa que a pessoa está pronta a adoptar os privilégios da vida da igreja local e a aceita de boa vontade as suas responsabilidades. Devemos conhecer a todos e a igreja deve ter uma lista daqueles que se congregam e tem o compromisso com a igeja local. Heb. 10.24-25
Estas responsabilidades incluem a assistência regular às reuniões da igreja local (Act. 2:42; Heb. 10:25), o exercício dos seus dons (I Ped. 4:10), sujeição uns aos outros, especialmente obediência aos anciãos (Heb. 13:17).
Também deve contribuir para as necessidades financeiras da assembleia conforme o Senhor o capacita (I Cor. 16:1-2; II Cor. 9:7) como um acto de adoração (Heb. 13:16)
Penetremos profundamente nestes tesouros: aquilo que temos na cruz de Cristo e aquilo que temos na igreja de Cristo.
