O Islamismo – Religião dos muçulmanos
Os muçulmanos são ensinados a adorar um Deus único (Alá), seguir o profeta Maomé e o Alcorão, além de praticar os cinco pilares do Islão:
ISLÃO é o nome da religião que segue os muçulmanos.
O significado literal e léxico do Islão significa soma.
Nem todos os árabes são muçulmanos e a prefeitura dos muçulmanos não é árabe. Os árabes representam cerca de 13% da população muçulmana.
O que define um muçulmano
Os muçulmanos são ensinados a adorar um Deus único (Alá), seguir o profeta Maomé e o Alcorão, além de praticar os cinco pilares do Islão: a profissão de fé, as cinco orações diárias, o jejum no Ramadã, a caridade (Zakat) e a peregrinação a Meca (Hajj) para quem tem condições.
Crenças Fundamentais
Monoteísmo: Crença em um único Deus, Alá, o mesmo de Abraão, Moisés e Jesus.
Profetas: Reverência a Maomé como o último profeta de Deus, além de acreditar em todos os profetas que o precederam.
Livros Sagrados: O Alcorão é o livro sagrado que contém as revelações divinas a Maomé.
Dia do Julgamento: Crença na recompensa e punição dos atos de cada pessoa no Dia do Julgamento.
Anjos: Crença em anjos e na predestinação
Os Cinco Pilares do Islã. Os muçulmanos seguem os Cinco Pilares, que são a base da sua fé e prática religiosa:
(Profissão de Fé): Declarar que “Não há outro deus além de Alá, e Maomé é o seu profeta”.
(Orações Diárias): Realizar cinco orações diárias em direção a Meca.
(Caridade): Doar uma parte dos seus bens para os mais pobres.
(Jejum): Jejuar durante o mês sagrado do Ramadã.
(Peregrinação): Realizar a peregrinação à cidade sagrada de Meca, se tiverem condições.
Outros Ensinamentos
Sharia: A lei islâmica que orienta a vida diária, incluindo direito de família, negócios e finanças.
Dieta: Proíbe o consumo de porco, álcool e outros alimentos considerados impróprios, preferindo a comida Halal.
Modéstia: O código islâmico ensina a vestir-se com modéstia, o que inclui cobrir os cabelos para as mulheres.
O Alcorão é o livro sagrado do islamismo, considerado a palavra final de Deus, revelada ao profeta Maomé ao longo de 23 anos. Seu nome deriva de Al-Qur’an (a recitação), refletindo sua natureza como uma obra destinada a ser lida em voz alta. Estruturalmente, é composto por 114 suras e versos chamados ayahs, facilitando sua recitação e memorização. Seus princípios abrangem monoteísmo, justiça, misericórdia, humildade, responsabilidade individual e igualdade, orientando os muçulmanos em suas crenças e práticas.
O Alcorão tem uma estrutura organizacional que consiste em 114 suras (ou capítulos), que variam em comprimento e são compostas por versos chamados ayahs. Essas suras são organizadas em ordem decrescente de comprimento, com exceção da primeira sura, que é uma breve invocação chamada Al-Fatiha (A Abertura). Acompanhe, a seguir, uma visão geral da estrutura do Alcorão:
Sura: cada uma trata de tópicos específicos e varia em extensão. As suras mais longas tendem a ser encontradas no início do Alcorão, enquanto as mais curtas estão no final.
Ayah: cada sura é composta de versos chamados ayahs (ou versículos), as unidades básicas de texto no Alcorão. Os ayahs podem variar em comprimento e abordam uma variedade de tópicos, desde leis e orientações religiosas até narrativas históricas e reflexões espirituais.
Juz’: o Alcorão é dividido em 30 partes, chamadas juz’ e destinadas a facilitar a recitação e a memorização do livro sagrado durante o mês do Ramadã, quando é comum ler o Alcorão completo.
Hizb: cada juz’ é dividido em duas seções menores, chamadas hizb.
Rub ‘al-Hizb: cada hizb é dividido em quatro partes, chamadas rub ‘al-hizb, totalizando 240 partes.
Ajza’: no total, o Alcorão é dividido em 60 partes, chamadas ajza’, cada uma das quais contém aproximadamente uma trigésima parte do Alcorão.
Alcorão foi compilado pelos seguidores de Muhammad, já que o profeta era iletrado, sendo recitado por ele e memorizado para ser redigido. Depois da morte do profeta, os versos foram organizados em um livro. Os muçulmanos afirmam que o Alcorão nunca sofreu modificações, devendo ser recitado em árabe.
Origem e história do Alcorão
O Alcorão é entendido como a palavra revelada por Allah a Muhammad, o profeta. Os muçulmanos acreditam que não foi se trata de texto escrito sob inspiração de Allah, mas sim a própria palavra de Allah. Para os muçulmanos, a revelação do Alcorão se iniciou com a Noite do Destino, quando Muhammad recebeu a primeira revelação. Nesse evento, Muhammad estava em retiro para oração e meditação, em uma caverna no Monte Hira. O anjo Gabriel apareceu então chamando-o de profeta de Deus e pediu que ele recitasse. Após hesitar, Muhammad recitou:
“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.
Lê, em nome do teu Senhor que criou;
Criou o homem de algo que se agarra.
Lê, que o teu Senhor é Generosíssimo,
Que ensinou através do cálamo,
Ensinou ao homem o que este não sabia.”
Os historiadores entendem que o Alcorão só se tornou um livro depois da morte do profeta. Sendo assim, o trabalho de elaboração do livro não foi feito por ele, que apenas foi quem recebeu as revelações. Isso se deu por decisão do califa que sucedeu a Muhammad, Abu Bakr. A compilação foi realizada entre 632 e 634.
Curiosidades sobre o Alcorão
No Alcorão não existe a história de que Noé se embriagou, como há na Bíblia.
Acredita-se que a primeira revelação do Alcorão para Muhammad tenha acontecido em 610.
Aquele que memoriza todos os versos do Alcorão recebe o título de hafiz.
Muçulmanos são convidados para oração, na cidade de Meca, de acordo com os princípios do Alcorão.
O Alcorão tem uma importância central no islamismo e para os muçulmanos em todo o mundo.
Curiosidades sobre o Alcorão: Um Medalhão com a palavra “Alá”, em árabe, que revelou o Alcorão ao profeta Maomé na crença muçulmana.
O Islamismo fundamentado no livro Alcorão está dividido em várias seitas, em duas grandes correntes:
As principais divisões no Islão são entre Sunitas e Xiitas, originadas por uma disputa sobre a sucessão do Profeta Maomé após a sua morte. Os sunitas, a maioria dos muçulmanos (cerca de 85-90%), seguem o “caminho” (Suna) de Maomé e acreditam na eleição de líderes, enquanto os xiitas (cerca de 10-15%) acreditam que a liderança deveria ter passado para Ali, o genro de Maomé, e os seus descendentes.
A origem da divisão:
A divisão surgiu no século VII, após a morte do Profeta Maomé em 632 d.C., devido a uma questão política e religiosa sobre quem deveria liderar a comunidade muçulmana.
Nome: Os Sunitas:
“Ahl al-Sunna”, que significa “o povo da tradição”.
Crença: Eles seguem os ensinamentos e as práticas do Profeta Maomé, a Suna, e valorizam a comunidade e os seus líderes eleitos (califas). Acreditam que o líder deve ser escolhido pela comunidade e não necessariamente um descendente sanguíneo do Profeta. São o ramo mais conservador e tradicional do Islão, com uma forte adesão à lei islâmica.
Nome:Os Xiitas:
Derivam de “Shiat Ali”, o partido de Ali, genro do Profeta.
Crença: Acreditam que a liderança do Profeta Maomé passou para Ali e seus descendentes, considerando-os os únicos herdeiros legítimos. Possuem uma hierarquia de clérigos e um elemento messiânico, com uma interpretação mais aberta dos textos sagrados. São uma minoria, concentrada em países como o Irão, Iraque e Líbano.
Os crentes no Senhor Jesus se compararem o Corão com a bíblia encontram como principal propósito, o seguinte:
A bíblia se centra em Jesus Cristo, o Salvador que deseja que todos os pecadores sejam salvos e alcancem a vida eterna com Ele no céu.
O Alcorão centra-se na importante de eliminar os hereges (todos os que não são muçulmanos) de modo a conquistarem todo o mundo com a prática das várias tendências arabes e islâmicas.
